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Anatomia da Laringe

 

Anatomia da Laringe

Carlos Zagalo, MD, PhD

 

A laringe é um órgão do aparelho respiratório que se estende da língua à traqueia. É maior no homem que na mulher mas, na mulher ocupa uma posição ligeiramente mais alta que no homem.

 

Cartilagens da laringe
A laringe integra um conjunto de cartilagens de que destacamos alguns dados morfológicos. A cartilagem tiroideia é formada por duas lâminas quadriláteras abertas em ângulo diedro de abertura posterior. O bordo superior da cartilagem é convexo na sua porção anterior e côncavo na sua porção posterior e dá inserção à membrana tiro-hioideia. A projecção cutânea do bordo anterior desta cartilagem constitui a proeminência laríngea (maçã de Adão). Na sua face lateral é descrita a linha oblíqua que dá inserção aos músculos estenotiroideu, tirohioideu e constrictor inferior da faringe. Da extremidade superior do bordo posterior de cada lâmina da cartilagem tiroideia destaca-se, o corno superior que dá inserção ao ligamento tirohioideu lateral. Este ligamento contém no seu interior a cartilagem triticial. Da extremidade inferior do bordo posterior da lâmina destaca-se o corno inferior que apresenta uma faceta que se articula com a porção postero-lateral da cartilagem cricoideia. A superfície interna é coberta por mucosa. Anteriormente dá inserção ao pé cartilagem epiglote. Superiormente e de cada lado inserem-se os ligamentos vestibular e vocal e os músculos vocais.
Fonte : http://www.gbmc.org/voice/anatomyphysiologyofthelarynx.cfm
Vista Anterior da Laringe

A cartilagem cricoideia forma um anel completo, e localiza-se por baixo da cartilagem tiroideia. A sua porção anterior, mais estreita, é designada por arco cricoideu e dá inserção aos músculos, cricotiroideu, anteriormente e ao músculo constrictor inferior da faringe, posteriormente. A porção posterior, mais espessa, é designada como lâmina cricoideia.
Na porção postero-superior da lâmina cricoideia existe uma faceta que se articula com a base da cartilagem aritnoideia.
A cartilagem epiglote, localiza-se na porção superior da laringe, atrás da lingua e do osso hioide. Apresenta-se perfurada por pequenos orifícios que contém glândulas mucosas. A extremidade inferior é designada por petiolo e encontra-se unido à cartilagem tiroideia através do ligamento tiro-epiglótico. Por cima do peciolo descreve-se o tubérculo epiglótico. A epiglote está unida anteriormente ao osso hioide através do ligamento hio-epiglótico. A porção mais alta da epiglote é livre e coberta por uma mucosa que se reflecte para a base da língua e para a parede lateral da faringe, formando as pregas glosso-epiglóticas mediana e laterais e entre elas as valéculas glosso-epiglóticas.
Nas cartilagens aritnoideias temos a referir, o processo vocal que dá inserção à extremidade posterior da verdadeira corda vocal e que se projecta da base da cartilagem, o processo muscular que se projecta lateral e posteriormente a partir da base da cartilagem, e que dá inserção aos músculos cricoaritnoideu posterior e crico-aritnoideu lateral. O apex  articula-se com a cartilagem corniculada ou de Santorini. Na base descreve-se a faceta articular para a cartilagem cricoideia.

A laringe tende a ossificar, com o avanço da idade. As cartilagens elásticas, como a epiglote raramente ossificam, mas a tiroideia, a cricoideia e as aritnoideias, que são cartilagens hialinas ossificam com a idade.

O osso hióide localiza-se por cima da laringe. Este osso não integra a laringe, no entanto, dadas as relações morfológicas e implicações cirúrgicas é aqui referido. Dá inserção aos músculos supra e infra hióideus e a músculos da língua. O grande corno dá inserção ao ligamento tiro-hióideu lateral e ao músculo constrictor médio da faringe. A artéria lingual passa imediatamente por cima do pequeno corno.
Fonte : http://www.gbmc.org/voice/anatomyphysiologyofthelarynx.cfm
Vista Posterior da Laringe


Ligamentos e membranas da laringe
Os ligamentos e membranas da laringe são divididos em extrínsecos e intrínsecos. De entre os extrínsecos referimos a membrana tiro-hioideia e o ligamento tirohioideu que é a porção espessada na linha média, desta membrana. A membrana tiro-hioieia é penetrada, na sua porção lateral pela artéria e pela veia laríngea superior e pelo ramo interno do nervo laríngeo superior. Existe uma bolsa serosa entre a porção superior da membrana e o osso hióide. O ligamento tirohióideu lateral forma o bordo posterior da membrana tiro-hióideia. Outros ligamentos extrínsecos são o ligamento hioepiglótico, o ligamento tiroepiglótico, o ligamento cricotraqueal e o ligamento cricotiroideu.
Os ligamentos intrínsecos são: o ligamento quadrangular, que se estende de cada lado da epiglote até ás cartilagens corniculada e aritnoideia formando a prega aritnoepiglótica da laringe; o segmento ventricular de tecido fibroelástico que é uma membrana que se estende da membrana quadrangular em cima até ao cone elástico em baixo, formando um segmento de tecido elástico que envolve o ventriculo laríngeo; o cone elástico que apresenta duas partes que se reúnem anteriormente na linha média, profundamente em relação ao ligamento cricotiroideu e que se inserem na superfície interna da cartialgem tiroideia. Atrás, o cone elástico insere-se nas cartilagens aritnoideias e no seu processo vocal. Apresenta um espessamento entre a cartilagem tiroideia e o vértice do processo vocal, formando a margem livre do ligamento vocal. O cone elástico é por vezes designado por membrana triangular, podendo considerar-se a sua base na linha média, na zona de inserção nas cartilagens tiroideia e cricoideia, o apex no processo vocal da cartilagem aritnoideia e superiormente, na cartilagem tiroideia, estendendo-se posteriormente numa linha côncava em direcção ao processo vocal. O bordo superior do cone elástico é livre e corresponde ao ligamento vocal, ao passo que o seu bordo inferior se insere na cartilagem cricoideia.

Configuração interna da laringe
A propósito da configuração interna da laringe, referimos o aditus laríngeo, zona limitada anteriormente pela epiglote, lateralmente pelas pregas aritno-epiglóticas, e posteriormente, pelos vértices das cartilagens corniculadas e pelo bordo superior do músculo interaritnoideo. De referir que as pregas aritnoepiglóticas formam a parede medial do seio piriforme.
A laringe, na sua conformação interna, estende-se desde o aditus até ao bordo inferior da cartilagem cricoideia e apresenta três zonas, limitadas pelas cordas vocais e pelas bandas vestibulares: o vestíbulo, o ventrículo e a subglote.
O vestíbulo ocupa a porção mais alta da laringe e estende-se do aditus até às bandas vestibulares (falsas cordas vocais). O ventrículo laríngeo, (ventrículo de Morgagni, ou seio laríngeo), é constituído pela mucosa que se estende acima das verdadeiras cordas vocais e abaixo das bandas vestibulares (falsas cordas). Na extremidade anterior do ventrículo laríngeo existe um divertículo, o sacúlo, cujas dimensões são muito variáveis.
A glote é constituída pelas cordas vocais e pela fenda entre elas (rima glottodis) e é porção mais estrita da laringe. Na glote descrevemos uma porção musculo-membranosa, anterior e uma porção cartilagínea, posterior, formada pelo processo vocal das cartilagens aritnoideias. A comissura anterior das cordas vocais encontra-se inserida através de um ligamento da comissura (ligamento de Broyles).
Fonte : http://www.gbmc.org/voice/anatomyphysiologyofthelarynx.cfm
Corte Axial da Laringe


Espaços laríngeos
As cartilagens, os ligamentos e as membranas da laringe, determinam a formação de espaços virtuais, os espaços laríngeos. Descrevem-se assim: o espaço préepiglótico, limitado anteriormente pela cartilagem tiroidiea, superiormente pela valécula e pelo ligamento tiroepiglótico mediano, posteriormente pela face anterior da epiglote e lateralmente continua-se com o espaço periglótico; o espaço periglótico é limitado anteriormente pelo pericôndrio que reveste internamente a cartilagem tiroideia, o cone elástico e a membrana quadrângular, medialmente é limitado pelo ventrículo laríngeo e posteriormente por uma reflexão da mucosa do seio piriforme; o espaço subglótico é limitado em cima pela corda vocal e superiormente e lateralmente pelo cone elástico. Descreve-se ainda o espaço de Reinke, entre a mucosa e o músculo vocal.

Músculos da laringe
Os músculos da laringe são divididos em intrínsecos e extrínsecos.
Os músculos extrínsecos movem a laringe como uma unidade, fazendo-a ascender , descender ou ocupar uma posição mais anterior, a deglutição ou a fonação. Dividem-se em quatro grupos. O primeiro é constituído pelos músculos infra-hioideus que são o omohioideu, o esternohioideu, e o tirohioideu que baixam a laringe. O segundo grupo é constituído pelos músculos estilo-hioideu, digástrico e milo-hioideu que elevam a laringe. O terceiro grupo é constituído pelo estilo-faríngeo e pelo palato-faríngeo, que elevam a faringe e a laringe. O grupo quatro integra os músculos constrictores médio e inferior da faringe.
Os músculos intrínsecos alteram a forma e as dimensões do adito laríngeo e da glote. Os músculos intrínsecos da laringe são todos enervados pelo nervo laríngeo inferior ou recorrente, com excepção do músculo crico-tiroideu que é enervado pelo ramo externo do nervo laríngeo superior.
Os músculos intrínsecos são: o cricotiroideu, que é um tensor e secundariamente um adutor das cordas vocais; o músculo cricoaritnoideu posterior, que é um abductor das cordas vocais; o músculo cricoaritnoideu lateral, adutor das cordas vocais e com acção ao cricoaritnoideu posterior; o músculo interaritnoideu adutor da porção mais posterior das cordas vocais; os músculos aritnoideus oblíquos, adutores das cordas vocais; músculo tiroaritnoideu externo, que é um antagonista dos músculos crico-tiroideu e cricoaritnoideu posterior, sendo um adutor das falsas cordas vocais; músculo tiroaritnoideu interno ou músculo vocal, que é adutor e tensor das cordas vocais.

Mucosa da laringe
A laringe é recoberta por epitélio de tipo respiratório, com excepção da metade superior da face posterior da epiglote, da porção superior  das pregas aritnoepiglóticas e  das cordas vocais.
Fonte : http://www.gbmc.org/voice/anatomyphysiologyofthelarynx.cfm
Vista de Topo da Laringe


Função esfincteriana da laringe
Foram descritos por Pressman em 1941, três esfincteres laríngeos que protegem a arvore respiratória. Assim, foram descritos: o aditus, as pregas vestibulares (falsas cordas), e as verdadeiras cordas vocais.

Artérias da laringe    
A laringe é irrigada pela artérias, laríngea superior, laríngea inferior e artéria cricotiroideia. A artéria laríngea superior é ramo da artéria tiroideia superior, tendo origem junto ao polo superior do lobo lateral da glândula tiroideia. Após a sua origem passa horizontalmente pela porção posterior da membrana tiro-hioideia juntamente com o ramo interno do nervo laríngeo superior. Atravessa de seguida a membrana, por baixo do nervo e corre por baixo deste na submucosa da parede lateral e do pavimento do seio piriforme. Irriga a mucosa e os músculos da laringe. A artéria laríngea inferior é ramo da artéria tiorideia inferior. Corre ao longo do trajecto do nervo laríngeo inferior até à face posterior da articulação crico-tiroideia, penetrando a laringe através de um orifício profundo, relativamente ao bordo inferior do músculo constrictor inferior da faringe (área de Killian-Jamieson). Irriga a mucosa e músculos e anastomosa-se com ramos da artéria laríngea superior. A artéria crico-tiroideia é ramo da artéria tiroideia superior e origina-se ao nível da membrana crico-tiroideia.

Veias da laringe
São constituídas essencialmente pelas veias laríngeas superior e inferior que apresentam um trajecto semelhante às artérias, drenando para as veias tiroideias superior e inferior, respectivamente.

Linfáticos da laringe   
A rede linfática da laringe é muito rica, excepto ao nível das cordas vocais. Os linfáticos da laringe são divididos nas regiões supra-glótica e infra-glótica, não existindo qualquer anastomose linfática entre estas duas regiões. Ambas as regiões para a região lateral do pescoço. Os linfáticos da região supra-glótica percorrem o pavimento do seio piriforme e acompanham a artéria laríngea superior, drenando para os gânglios jugulares superiores. Alguns destes vasos linfáticos drenam para os gânglios prélaríngeos. A rede linfática subglótica é menos rica e drena através da membrana crico-tiroideia para os gânglios laríngeos anteriores (gânglios de Delfos). Alguns destes vasos eferentes alcançam os gânglios pré e peri-traqueais, estes últimos acompanham o trajecto do nervo recorrente. Alguns vasos linfáticos acompanham a artéria laríngea inferior e o nervo recorrente, alcançando a partir daí os gânglios linfáticos cervicais profundos inferiores. Alguns vasos linfáticos podem drenar directamente para os gânglios da fossa supra-clavicular.
Fonte : http://www.gbmc.org/voice/anatomyphysiologyofthelarynx.cfm
Vista de Laringoscopia


Nervos da laringe
Referem-se os nervos laríngeo superior e o nervo laríngeo inferior ou recorrente.
O nervo laríngeo superior é ramo colateral do nervo vago. Corre medialmente às artérias carótidas interna e externae divide-se em dois ramos, um externo e um interno. O ramo externo dirige-se para baixo e para diante ao longo da face lateral do músculo constrictor inferior da faringe. Ao longo do seu trajecto fornece um ramo para o músculo constrictor inferior e enerva o músculo crico-tiroideu. Tem uma relação de proximidade estreita com a artéria tiroideia superior. O ramo interno, passa entre o músculo tiro-hioideu e a membrana tiro-hioideia, penetrando a membrana tiro-hioideia acompanhado pela artéria laríngea superior. O nervo laríngeo superior enerva parte da base da língua, as valéculas, a epiglote, o seio piriforme, o vestíbulo, as bandas vestibulares e o ventrículo laríngeo. Enerva ainda a região posterior da laringe e anterior da faringe, ao nível da cartilagem cricoideia.
O nervo laríngeo inferior ou recorrente é igualmente ramo colateral do nervo vago. Após a sua origem tem um trajecto ascendente, percorrendo o sulco traqueo-esofágico, acompanhando o bordo posterior do lobo lateral da glândula tiroideia, sendo a sua face anterior, na maior parte dos casos, cruzada pela artéria tiroideia inferior. Penetra a laringe, acompanhado pela artéria laríngea inferior, imediatamente atrás da articulação crico-tiroideia. Divide-se em dois ramos, anterior e posterior, podendo esta divisão efectuar-ae antes do nervo penetrar na laringe. O ramo anterior passa acima a à frente da porção mais lateral do músculos crico-aritnoideu lateral e tiro-aritnoideu. O ramo posterior enerva os músculos crico-aritnoideu, aritnoideu transverso e aritnoideu oblíquo.
 

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Webmaster - Tiago Cunha